Activa Press Comunicação Integrada26/8/2011

Na última sexta-feira, 19, o diretor-presidente do Grupo Matsuda, Jorge Matsuda, recebeu em sessão solene, na Câmara Municipal de São Paulo, a comenda “Mario Henrique Simonsen”, outorgada pelo Corecon-SP – Conselho Regional de Economia.
A láurea foi criada pelo conselheiro Afonso Arthur Baptista, em homenagem aos 60 anos da entidade e a regulamentação da profissão, em 1951, pelo então presidente Getúlio Vargas. A noite festiva reuniu os maiores nomes da economia brasileira , também laureados com a comenda, tais como o ex-governador Laudo Natel, o ex-prefeito de São Paulo, Miguel Colassuono, o ex-Ministro da Economia, Mailson da Nóbrega, o presidente do Instituto Etco, André Franco Montoro Filho, o diretor do FMI, Paulo Nogueira Batista Junior, entre tantos outros nomes que prestaram serviços relevantes ao País, no panorama econômico, nas últimas décadas.
Em breve discurso, representando o governador Geraldo Alckmin, Andrea Matarazzo destacou o empenho do vereador Floriano Pesaro na aprovação da sessão solene na Câmara Municipal de São Paulo, ressaltando que poucas vezes, em sua história, a Casa pode contar com a presença de nomes tão ilustres do País, de uma só vez. Entre as estrelas da economia nacional citadas por ele, mereceu destaque especial o economista Pérsio Arida que, segundo Matarazzo, “foi responsável por um dos planos econômicos mais geniais que este pais já teve, o Plano Real”.
Para Jorge Matsuda, ser lembrado pelos economistas de São Paulo para receber esta comenda, é uma honra sem precedentes em sua história de empresário. O homenageado dedicou o prêmio a todos os empreendedores do agronegócio pois, para ele, é como se o setor estivesse sendo homenageado com a sua presença.
Jorge Matsuda nasceu em Álvares Machado, SP, em 12 de novembro de 1948, é empresário no ramo do agronegócio, formado em administração de empresas pelas Faculdades Integradas Toledo, em Economia pela Unimar, Universidade de Marília, MBA em Agronegócio pela GV, Fundação Getúlio Vargas, e se especializou em Administração de Empresas Agropecuárias pela Universidade de Tupã-SP. É casado com Júlia Emiko Takamori Matsuda com quem teve três filhos, Kátia, Aline e Leonardo.
É presidente do Grupo Matsuda, empresa fundada pelo seu pai Shichiro Matsuda em 1948. A empresa atua hoje em seis segmentos dentro do agronegócio: nutrição animal com a fabricação de suplementos minerais, com capacidade total de produção de 69 mil toneladas/mês; sementes para pastagens tropicais, a primeira no ranking mundial; equipamentos agrícolas; linha pet (rações para cães e gatos); rações para peixes e saúde animal, produzindo medicamentos para bovídeos, eqüídeos, caprinos e ovinos.
A matriz do grupo esta localizada na cidade de Álvares Machado – SP. Suas filiais localizam-se em Cuiabá - MT, em São Sebastião do Paraíso – MG e em Vitória da Conquista – BA. Possui pontos de distribuição em Ji-Paraná – RO, Curitiba – PR, Campo Grande – MT, e em Goiânia – GO. Futuras instalações em Imperatriz, localizada no estado do Maranhão, e mais uma fábrica no estado de Goiás. Além de 600 pontos de vendas distribuídos no Brasil exportando ainda para 26 países.
Investir em pesquisa e tecnologia é a principal filosofia de trabalho da empresa, que objetiva o desenvolvimento de novas tecnologias e oferece aos seus clientes produtos de confiança e qualidade.
Gestão Jorge Matsuda
Dando seqüência ao trabalho iniciado por seu pai, Jorge Matsuda foi trabalhar nos negócios da família, a então Cerealista Matsuda, que comercializava cereais, feijão, amendoim e mamona. Começou a vender amendoim para empresas de óleo e docerias, o que o obrigava a viajar constantemente para São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná, locais onde havia a maior concentração desse tipo de fábricas.
Com visão empreendedora decidiu trilhar novos caminhos, procurando desenvolver produtos que ainda não existiam e atender a um mercado ainda não explorado, com sementes de boa qualidade. Iniciava-se assim o melhoramento das sementes de feijão e amendoim.
Paralelamente, neste mesmo período o grupo comprou fazendas na região de Naviraí-MS. Foi aí que Jorge Matsuda sentiu a necessidade de produzir sementes de pastagens, pois até então não existia nenhum controle. Na década de 70, o gado era criado solto em invernada, a pecuária, uma atividade incipiente, destinava-se ao suprimento básico de carne e leite dos próprios produtores, que vendiam o excedente nas suas regiões.
O mercado de sementes para pastagens era muito rudimentar, sem ne-nhum profissionalismo. As sementes eram colhidas em cachos, ou rasteladas em sequeiros e ensacadas. Não havia nenhuma preocupação com a qualidade, teor de pureza e viabilidade.
Foi nesta época que Jorge Matsuda, sempre empreendedor e de sólida visão empresarial, decidiu procurar novas variedades de gramíneas e leguminosas forrageiras para as regiões do cerrado. A empresa alavancou um setor primário da economia, sendo a mola propulsora para transformar a paisagem rural do Brasil, estimulando o investimento nos negócios da pecuária, e transformando o Brasil num dos maiores produtores e exportadores de carne e de leite do mundo.
Em 1967, os capins eram Colonião, Jaraguá e Gordura. Em 1972, para as regiões do cerrado, a Matsuda introduziu a Brachiaria humidicola e B. decum-bens. Em 1979 o brizantão, e a dictyoneura. Abria-se, assim, um leque de opções para os produtores rurais.
Anteriormente, em 1975, ocorreu uma grande geada, e fazendas de todo o Brasil foram atacadas por uma praga, a cigarrinha. Sérios danos foram ocasionados, o mais grave deles, a falta de comida para o gado. Foi então que Jorge Matsuda pesquisou e com persistência conseguiu algumas sementes, trazidas do Zimbábue / África, e em 1979 lançou o brizantão, resistente à cigarrinha cultivar que foi amplamente utilizado e chegou a ocupar até 90% das pastagens brasileiras.
Pouco antes disso, no ano de 1976, veio a integrar no Grupo o Sr. Arilton Akihiro Sammi, na qualidade de diretor executivo.
Em 1989 foi lançada a Braquiária MG-4 (Matsuda Genética 4), com quali-dades superiores a da Braquiária decumbens, para solos ácidos.
Continuando a escrever sua história, em 1989, Jorge Matsuda percebeu a necessidade de fornecer suplementos minerais aos animais, verificando nas fa-zendas do grupo, os baixos índices de produtividade e o terrível “efeito sanfona” (animais perdiam na época de seca o peso que haviam ganho na época das águas). Foi aí, que assessorado por profissionais renomados, inaugurou a Matsuda Nutrição Animal, linha que com o passar dos anos cresceu, e atualmente conta com 121 fórmulas.
No ano de 1990 o Grupo Matsuda deu um importante passo, inaugurou junto ao senhor Leonardo Luiz Cerise a Matsuda Minas em São Sebastião do Paraíso-MG.
Com o passar dos anos, a Matsuda, percebendo a falta de colheitadeiras de sementes de pastagens quebrou mais um paradigma. Em 1992 foi inaugurada a Matsuda Equipamentos, segmento da empresa, que nos dias atuais, desenvolve equipamentos para plantio e armazenamento de alimentos com melhor custo-benefício.
Em 1998 Leonardo Luis Cerise Junior, integrou-se na administração do grupo, fazendo valorosa contribuição de gestão com novas visões empresariais e otimizando resultados.
Em 1998 a Matsuda ampliou seus negócios com a Fábrica de Suplementos Minerais em Cuiabá, capital do Mato Grosso.
No ano 2000 a Braquiária MG-5 (Matsuda Genética 5), foi lançada no mer-cado de sementes de pastagens tropicais, desenvolvida para substituir o brizan-tão.
Também foi lançado no ano 2000 o Capim Elefante Paraíso, primeiro ca-pim elefante plantado por sementes, desenvolvido em São Sebastião do Paraíso / MG pela Matsuda Minas, razão de sua denominação.
Em seguida, no ano de 2003, três híbridos foram lançados, os Panicum Híbridos Áries, Atlas e a Leguminosa Híbrida Java.
No ano de 2007 o Grupo Matsuda inaugurou uma unidade fabril em Vitória da Conquista na Bahia.
Em 2008, outro capim elefante foi lançado, o Carajás, que dentre outros benefícios pode fornecer biomassa para geração de energia elétrica limpa. Mais um desafio vencido por Jorge Matsuda e sua equipe de Minas Gerais.
Depois de 10 anos de intensas pesquisas e com parcerias sólidas, a Mat-suda colocou no mercado as Sementes Série Gold, sementes inteligentes, mais uma vez, revolucionando o mercado das forrageiras.
Com novas estratégias Jorge coordena junto com Leonardo Cerise vastas áreas de produção de sementes, incluindo a Fazenda Vereda em São Desidério na Bahia, em Minas Gerais, em Goiás e em outros estados.
Na seqüência, procurando o melhor para a pecuária e a produção rápida de alimentos para bovinos, trouxe para o Brasil a idéia da cepa para ensilar cana-de-açúcar. Uma solução inovadora, que proporcionou uma silagem de cana to-talmente viável, tornando a silagem de cana um alimento de qualidade para bovi-nos de carne e leite.
Expandindo ainda mais seus negócios, a Matsuda Minas lançou em 2002 a Matsuda Pet, com uma vasta linha de rações para cães e gatos, e também, ra-ções para peixes. Em 2008, percebendo a necessidade de uma linha de sanidade, agregou ao Grupo um Laboratório, da cidade de Jacareí, com fins produzir medicamentos veterinários para grandes e pequenos animais.
Durante este período também abriu novos empreendimentos como lotea-mentos em condomínios fechados e prédios.
Em 2011 a Matsuda iniciou sua fábrica de rações para eqüinos e pequenos animais na cidade de Tambaú-SP.
Hoje a “holding” Matsuda, além do envolvimento nas várias cadeias do a-gronegócio, apóia o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) em projetos que objetivam o sequestro de carbono e o menor impacto ambiental, como o programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono). Sua equipe técnica parti-cipa e ministra dias de campo por todo Brasil, levando às universidades e coope-rativas informações sobre as técnicas de consorciação de pastagens, Integração lavoura- pecuária-floresta.
Sempre em busca de avanços tecnológicos a Matsuda atualmente investe esforços na pesquisa de energia solar a ser utilizada na área rural e urbana.
Parcerias
O Grupo Possui convênios com diversos institutos de pesquisas para tes-tes e desenvolvimento de novos produtos, seja no campo de nutrição animal ou sementes para pastagens, como: IAC (Instituto Agronômico de Campinas), IAPAR (Instituto Agronômico do Paraná, EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agrária), IZ (Instituto de Zootecnia de Nova Odessa – SP), ULBRA (Universidade Luterana do Brasil, Campus Ji-Paraná-RO), UNIC (Universidade de Cuiabá – MT), EMBRAPA em Juiz de Fora – MG, EMATER (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais) e também com a Universidade de Lousiânia nos EUA.
Desindustrialização do País
Após ser laureado com a comenda “Mario Henrique Simonsen”, Jorge Matsuda concedeu entrevista coletiva, onde destacou que “o que se produz no Brasil de produto primário é muito importante, mas, infelizmente, nosso comércio exterior evidencia a verdadeira situação de nosso mercado diante do mundo, pois 70% do que exportamos são produtos primários, como grãos, carnes e minérios. Se fossemos depender dos produtos industrializa-dos, manufaturados ou semi-manufaturados, o Brasil estaria deficitário. Para o empresário, o Brasil já enfrenta um processo de desindustrialização, que tende a piorar com o tempo, se medidas urgentes não forem tomadas”.
Em sua opinião, os setores agrícola e industrial, precisam caminhar juntos, mas não é o que está acontecendo no País. A agregação de valores aos produtos primários, juntamente com um programa aquinhoado com verbas expressivas para educação e saúde, traria sensível progresso na cultu-ra nacional, conforme o que ocorre na China, Chile e nos Tigres Asiáticos.
Para ele, o Grupo Matsuda está sempre atento ao que acontece no Brasil e no mundo, e não deixa nunca de fazer a sua lição de casa. “Estamos procurando entregar o que os produtores precisam para as suas fazendas – suplementos minerais, equipamentos e sementes forrageiras, com baixo cus-to e alto valor tecnológico agregado. Nossa preocupação é ajudá-los a pro-duzir carne e leite, com competência e lucratividade. Por isso investimos em desenvolvimento de produtos com tecnologia. Mas a economia de um País não funciona sozinha, só com um motor. Não adianta só o setor agropecuá-rio trabalhar e produzir com eficiência.
Para Jorge Matsuda, a situação de nossa indústria manufatureira no mercado externo mostra toda sua incapacidade em competir com a produ-ção de países como a China, Taiwan e Coréia, “que são premiados em expor-tações, com incentivos e subsídios e isentos de taxas tributárias, com valor de produção hora/homem bem aquém dos nossos. Esse é o nosso problema. O Brasil precisa exportar, mas não consegue vender produtos manufaturados. Recorre então às matérias primas e produtos agrícolas para conseguir ter saldo favorável na balança comercial. A entrada maciça de dólares e em especulações financeiras, valoriza o real, tornando nossos manufaturados mais caros ainda. Em consequência, o similar estrangeiro torna-se cada vez mais barato, num eterno círculo vicioso”.
Jorge Matsuda entende que precisamos “é de taxa única nos produtos finais à semelhança de outros países, pois o que está causando uma grande disparidade e não-crescimento da produção no Brasil, é justamente o exces-so absurdo de taxas e tributos. Precisamos parar já com isso, pois, senão, quando baixarem as commodities, vamos ter déficit e isso não pode aconte-cer”, sentenciou ele.
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