A escolha certa e a qualidade das sementes de pastagens

O sucesso na formação ou na renovação da pastagem está diretamente ligado a escolha de sementes de qualidade

Para ter sucesso na formação de uma pastagem é preciso planejamento, a melhor época para o plantio é quando as chuvas começam a ocorrer com frequência, e isso costuma acontecer de outubro a fevereiro no Brasil central.

A amostragem do solo é um passo importante, diz Pedro Henrique Lopes Lorençoni, engenheiro agrônomo e responsável pelo laboratório de controle de qualidade do Grupo Matsuda.

“Para fazer a coleta correta é preciso separar as glebas de acordo com a coloração do solo, declividade e grau de drenagem, após isso, a amostra deve ser enviada a um laboratório credenciado pelo Mapa, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Como resultado do laboratório em mãos é preciso calcular a necessidade de correção e fertilização do solo, podendo, esta última, ser subdividida na adubação de plantio e de cobertura para o bom desenvolvimento das plantas”.

Independente da finalidade (recuperar ou estabelecer uma nova área), a escolha de uma semente de qualidade é essencial e o sucesso do estabelecimento está diretamente ligado a esta escolha, uma semente de baixa qualidade, pode fazer o produtor perder todo o investimento em preparo de solo, correção e adubação. É sabido que as sementes representam apenas 10% do custo total de um projeto de reforma de uma pastagem.

Para Pedro, um erro muito comum, é a escolha da semente, tendo como único parâmetro, o seu preço, ou, comprando de empresas não idôneas, e assim, “por exemplo: ofertam uma porcentagem de sementes puras no momento da compra e entregam com uma porcentagem de pureza menor na propriedade”, além disso, o produtor pode estar adquirindo sementes com infestações por outras sementes (contaminantes), em quantidades que excedem o permitido pelo Mapa, e assim, se torna um veículo de disseminação de ervas  daninhas, o que aumenta os custos de formação da pastagem, pois estas ervas precisam ser eliminadas.  

“Uma outra situação que pode acontecer ao adquirir sementes baratas com baixo valor cultural, são com as sementes que apresentam 60% de pureza, onde 40% são materiais inertes, e é justamente na composição deste material inerte que podemos encontrar mais um fator de risco. As sementes, em sua maioria, são colhidas do solo, e, as chances de um lote “barato” não ter passado pelo beneficiamento é muito grande, assim, caso a área de colheita tenha sofrido ataques de pragas, como percevejos, cigarrinhas, e outros, os ovos destes insetos podem estar misturados a este material inerte, e sem o beneficiamento adequado, podem também estar sendo disseminados, inclusive, para áreas onde a incidência destes insetos não era comum”, diz Pedro.

Existe no mercado de sementes para pastagem, as sementes piratas, e o produtor precisa ficar atento para não trocar “gato por lebre”. Uma maneira de identificar essas sementes é fazer a comparação do preço, com as de empresas idôneas.

Pedro ressalta que uma semente pirata não é produzida dentro dos critérios estabelecidos pelo Mapa e, portanto, não fornece a mesma garantia que uma empresa idônea. E até as sementes piratas, podem estar tratadas ou revestidas, porém sem qualquer respeito com os padrões de qualidade e segurança, e sem equipamentos apropriados para esta finalidade, além de utilizar corantes que em nada agrega na qualidade final do tratamento. Quando revestidas com materiais inadequados, piora ainda mais a capacidade germinativa das sementes.

Considerando tudo isso, a aquisição de sementes tratadas ou revestidas de empresas idôneas, além de garantir a qualidade, também garante que a quantidade de defensivo agrícola seja aplicada na dose correta e de maneira homogênea, bem como, que o material usado no recobrimento possua macro e micronutrientes em quantidades suficientes para fornecer uma boa germinação e um rápido desenvolvimento inicial das plântulas.

Uma outra forma de identificar a qualidade destas sementes é enviar uma amostra do lote a um laboratório inscrito no Renasem, Registro Nacional de Sementes e Mudas, para que possa avaliar a pureza e a viabilidade. Entretanto, para esta amostragem, é provável que o lote já tenha sido adquirido e esteja com o cliente, sendo assim, ele apenas terá a informação se recebeu a real qualidade que lhe foi prometida. 

O revestimento de sementes forrageiras começou na década de 80, porém eram utilizados materiais como terra e areia como revestimento. Neste período a Matsuda se manteve trabalhando apenas com sementes convencionais, pois não classificava esta técnica como sendo uma “tecnologia”. 

Anos depois, a empresa INCOTEC, reconhecida mundialmente no recobrimento de sementes de hortaliças, apresentou à Matsuda uma tecnologia de recobrimento, e garantiu que poderia desenvolver uma tecnologia exclusiva para forrageiras, o que facilitaria a regulagem de equipamentos durante o plantio, e ainda favoreceria a germinação das sementes, e foi assim que surgiu no mercado as Sementes Série Gold, dando início a uma parceria que perdura até os dias de hoje.

De acordo com Pedro, nesta época, a tecnologia de revestimento de sementes estava desacreditada porque era relacionada aos primeiros recobrimentos, que foram realizados nos anos 80. A partir daí a Matsuda iniciou um programa de desenvolvimento de mercado, demonstrando que o revestimento não era o mesmo utilizado por outras empresas a nos atrás, e assim, começou a ganhar a confiança dos produtores. Depois disso, as demandas foram aumentando e, para suprir a necessidade do mercado a Matsuda ampliou sua unidade de incrustação.

 “Acredito que a Matsuda tenha sido um divisor de águas na comercialização de sementes tratadas e incrustadas, que ganhou esta dimensão que tem hoje, por conta do trabalho realizado pela empresa no desenvolvimento dessas tecnologias que melhoraram a plantabilidade e a germinação das sementes, e assim quebrou aquele paradigma de que o revestimento em forrageiras era ruim”, conclui Pedro.

O diferencial do Grupo Matsuda sempre foi atender a necessidade do produtor, os técnicos a campo começaram aperceber que somente a série Gold não atendia todas elas, pois quando o plantio precisava ser realizado na terceira caixa ou em discos, as sementes acabavam sofrendo danos e perdendo o recobrimento, e foi aí, que mais uma vez em parceria com a Incotec, outra tecnologia foi lançada no mercado, com a mesma qualidade de germinação e todos os tratamentos, porém com uma incrustação mais flexível, que atende todos os processos de plantio, se tornando ideal principalmente para os sistemas de ILP e ILPF semeados com a terceira caixa ou em linha.

O Grupo está sempre inovando, seja no desenvolvimento de novos cultivares, como em tecnologias de sementes, e assim, oferece produtos de melhor desempenho a campo.

“A Matsuda disponibiliza opções de tratamentos ou incrustações de sementes e por esta razão, fica difícil manter um estoque regulador de todas as suas cultivares com as variadas opões de tratamento. Sendo assim, é importante que o produtor, como já abordado, tenha um planejamento e possa realizar o pedido das sementes tratadas/ incrustadas com antecedência, para que possamos atendê-lo em tempo adequado à sua necessidade”, finaliza Pedro.

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